POEMA: Picolé no Panetone

 

Divulgação: ChatGPT


Na frente do panetone,
sob o sol que racha o chão,
surge o milagre simples:
picolé na palma da mão.

Fila curta, sorriso longo,
gota fria escorrendo esperança,
o calor perde a pose
diante da fruta congelada.

O panetone observa,
embalado em 1990,
esperando dezembro
num janeiro que não perdoa.

É gelo contra miolo,
é agora contra depois,
é o plim do palito
vencendo o plom da A2

Derrete o picolé,
derrete a fila,
derrete até a pressa.
O panetone fica.
Anda como quem já conheceu a segundona
e aprendeu a não desprezar
o que refresca agora.

AUTOR: Peixãõ FD. 

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