Gabigol encerra debate sobre calcinhas: “Não uso mais”

 

Divulgação: BPFD

Durante uma conversa descontraída realizada no centro de treinamento do Santos, Gabigol abriu espaço para falar não apenas sobre futebol, mas também sobre episódios extracampo que marcaram sua trajetória recente. O atacante concedeu entrevista ao repórter Ricardo Miranda da Silva, do Blog Peixão FD, em um clima leve, sentado em bancos de plástico à beira do gramado.

Tranquilo, Gabigol falou das polêmicas com bom humor e indicou que episódios como o do uso de calcinhas fazem parte de um capítulo já encerrado da sua carreira.

Leia abaixo a entrevista na integra:   

"Gabigol, é de conhecimento comum que, durante os anos recentes no Flamengo e no Cruzeiro, você usava calcinhas. Qual é o 'lance', qual é a 'parada'...? É um amuleto da sorte?"

“Isso ficou no passado. Não uso mais”, afirmou o atacante, arrancando risos durante a entrevista.

—  "Mas isso tinha algum significado?"

—  "Quando cheguei no rio, me disseram que é comum, todos jogadores do Flamengo usarem calcinhas, 'né', é como se fosse um batismo pra gente. Primeiro eu estranhei a tradição, aqui em Santos é visto com outros olhos. (risos)

"Lá ele dez mil vezes (haha) que papinho!", comentou o jornalista Ricardo Miranda.

— "Então, é, ai lá no rio é normal, tá ligado? É uma coisa de carioca. E acabou que eu tomei gosto por isso, destacava bem o meu bumbum.

—  "Aqui em Santos tem algo equivalente?"

"Ah, eles só deixaram eu me tornar jogador profissional depois que eu fiz sexo com vinte e sete mulheres, né? E ainda tive que provar pra diretoria. Por enquanto, no retorno, não teve nada disso. Mas deixa essas superstições pra lá (haha), meu foco está inteiro em ajudar meus companheiros. Essas coisas ficam no vestiário (risos).

"Gabi, nos últimos anos, você estava numa equipe chamada Cruzeiro (risos). Como é pra você, hoje, voltar a vestir uma grande camisa do futebol brasileiro como o Santos"

"Foram as oportunidades que surgiram na carreira, né? Quer dizer, tipo, o mercadinho lá que os cara tem em BH comprou o time, né? Ai eles tiveram um poder aquisitivo. Não me arrependo de nada, fui feliz em Minas. Muita gente fala que, não se é feliz em time pequeno, a gente sabe que não é fácil, mas eu feliz eu fui, não posso negar. E voltar pro Santos, cara, é mágico. Eu fico muito feliz de poder finalmente voltar pro maior time da terra.

"Gabi, você passou por momentos difíceis na sua carreira... existe algum em particular que te marcou?"

"Cara... é difícil falar sobre essas coisas né, tem dois que eu considero muito traumáticos. O primeiro foi a final (da Libertadores) contra o Palmeiras. Foi um dia muito triste para todos. Outro que me marcou muito também, foi o quatro a zero contra o Santos, ali na vila (risos). Eu nunca vi um vestiário tão destroçado que nem aquele dia cara. O Felipe Luiz e o David (Luiz) disseram que nem no sete a um foi tão foda, com o perdão da palavra."

"Mas por que, se não valia nada?"

"Tem uns.. (Gabigol gesticula com certo nervosismo, rechaçando) que falam merda né? Que o Flamengo não se importava, que estava de ressaca. Mas a verdade é que aquele time tinha uma mentalidade muito vencedora. E estavamos numa sintonia absurda, parecia que iamos dominar o mundo. Mas ai chegaram Marinho, Sanchez e Sasha e nos deram uma verdadeira aula de humildade. É triste né, pelo contexto, mas hoje eu tomo de lição."

"Gabigol, pra encerrar a entrevista, quais são as suas expectativas para o ano?"

— "Ah, é difícil dizer. Ainda é muito cedo, mas estamos batalhando cada dia. Com fé em Deus vamos alcançar muitas coisas extraordinarias, sei que Deus tem um plano pra cada um aqui do elenco, né? E  vamos nos superar pra surpreender toda nação santista."

Ao fim da entrevista, Gabigol retoma o foco no futebol e trabalha para manter regularidade e protagonismo ao longo da temporada.

Agradecemos ao atleta pela entrevista concedida.

Ricardo Miranda

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